Sitrampa participa de audiência pública sobre a nova concessão do transporte coletivo de Palhoça

Na última quinta-feira, 28, o Sitrampa participou da audiência pública para debater a nova concessão do transporte coletivo urbano de passageiros interbairros do município de Palhoça. Os palhocenses sofrem com a má qualidade do serviço prestado, que vem decaindo com o passar do tempo. Vale destacar que os problemas se repetem porque a empresa responsável pelo transporte coletivo da cidade vem sendo mantida pelos mesmos grupos há 30 anos.

Diante da gravidade do problema, o presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Palhoça (Sitrampa), Everton Sotero, atendeu ao convite do prefeito Eduardo Freccia (PSD) para participar do debate, mas estranhou a falta do administrador na atividade. “Estou surpreso por não ver o prefeito atendendo à demanda da municipalidade, e ter preferido participar de um podcast.”

O dirigente sindical explicou que o problema se agravou ainda mais com a pandemia, colocando a vida da população em risco. “Infelizmente, convivemos com a precariedade dos serviços de transporte público aqui em Palhoça há muito tempo.” No entanto, alguma medida deveria ter sido tomada durante a pandemia porque o número de ônibus para atender os bairros foi drasticamente reduzido, causando aglomeração de pessoas no interior dos veículos sem nenhum distanciamento social.

Para o presidente do Sitrampa, como a orientação dos protocolos de segurança para combater o coronavírus é fazer o distanciamento, a atitude que deveria ter sido tomada seria disponibilizar uma maior quantidade de ônibus para evitar aglomerações. No entanto, diz ele, a empresa decidiu fazer o contrário. “Não adianta pedir distanciamento social publicamente com o transporte público, provavelmente, sendo um dos maiores transmissores do coronavírus no município.”

O sindicato aproveitou a data da audiência, Dia do Servidor Público, para ressaltar que a categoria está indignada. “Aqui em Palhoça, diferente de outros municípios, o servidor paga pelo seu vale-transporte, tendo um desconto de 6% no seu salário. No entanto, estão ficando a pé, muitas vezes, sendo obrigados a chamar o Uber para poder ir trabalhar”, desabafou Sotero.

O Sitrampa encerrou sua participação solicitando que essa não seja a única audiência pública para discutir o tema e alertou que, se não houver mais debate com a sociedade, a entidade irá pedir a impugnação da audiência. “Não havendo [mais debates], vamos judicializar a questão e entrar com ação civil pública contra a prefeitura e todos os responsáveis envolvidos na condução deste processo.”

 

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